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Não fique ansioso! Descubra como o ENEM calcula a sua nota


Fazer o Enem é um teste de paciência. Primeiro tem que controlar a ansiedade e esperar meses pelo dia do Exame. Depois de passar pela maratona de cinco provas, é chegada a hora de esperar mais dois meses para sair o resultado.

Até lá, haja unha roída, noites mal dormidas, frio no estômago, medo de um desempenho abaixo do esperado e por aí vai.

Uma das dicas para controlar a ansiedade é – além de tirar umas férias – saber como funcionam os dois modelos de correção do Enem (sim, são dois!). Isso ajuda a entender o porquê de tanto tempo para analisar as provas e a redação.

Veja a seguir como o Enem calcula sua nota e quais são os processos seletivos em que você pode participar com o desempenho no Exame!

 

Como o Enem calcula a nota das provas objetivas

Antes de explicar como funciona o modelo de correção das provas objetivas do Enem, vamos dar uma dica para reduzir a ansiedade: não adianta tentar simular uma nota aproximada com base nos seus acertos. É perda de tempo e só gera mais dor de cabeça. Acertar um bom número de questões indica, sim, uma nota legal, mas não dá para saber exatamente o valor.

O Enem usa um sistema de correção super sofisticado, que calcula a nota dentro de um contexto de desempenho geral, e não somente somando os acertos, como a maioria dos vestibulares comuns.

Esse modelo é chamado Teoria de Resposta ao Item e é usado no mundo todo em exames de grande porte.

A TRI, como também é chamada, leva em conta cálculos estatísticos, matemáticos e psicométricos para calcular a nota de cada participante.

É um longo caminho até sair o seu boletim. A TRI primeiramente analisa o desempenho de todos os candidatos nas provas para gerar uma escala com valores mínimos e máximos para cada área do conhecimento. Sua nota vai aparecer em algum ponto dessa escala.

O sistema identifica quais foram as questões que tiveram mais acertos (mais fáceis) e as que tiveram mais erros (mais difíceis).

Nesse bolo todo, vem o próximo quesito de avaliação: a coerência. Depois de definir quais questões foram as mais fáceis e as mais difíceis, o Enem vai analisar a sua trajetória nas provas. Quem, por exemplo, acertar muitas questões fáceis, várias de média dificuldade e algumas difíceis, teve um desempenho considerado “coerente”, pois quem tem um bom conhecimento pode, sem problemas, acertar diversos níveis de questões.

Já quem, por exemplo, acertou muitas difíceis, nenhuma média e algumas fáceis não teve um comportamento coerente diante da TRI. Aqui o sistema vai interpretar alguns acertos como chute – o que vai render menos pontos ao participante.

Só depois de conjugar o desempenho geral com o desempenho individual e a coerência é que a sua nota vai ser gerada para cada uma das quatro provas objetivas: Linguagens e Códigos, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Matemática.

As notas podem ser acessadas no Boletim de Desempenho Individual, que o MEC normalmente divulga no mês de janeiro.

 

Quais são as notas máximas e mínimas das provas objetivas do Enem?

Depende muito do desempenho dos candidatos. Teoricamente, a escala pode ir até 1.000 pontos, mas até então ninguém havia alcançado esse notão.

No Enem 2015, tudo mudou. Um grupo de estudantes gabaritou a prova de Matemática e, como o desempenho dos demais foi abaixo do esperando, acabou tirando uma nota acima de 1.000 pontos, precisamente 1.008,3!

Parece não fazer o menor sentido, mas é possível dentro do modelo de correção do Enem. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde 2009, quando o Exame foi reformulado.

Por outro lado, ninguém tira zero, mesmo que erre todas as questões. O Enem parte do princípio de que ninguém tem zero conhecimento em um assunto. As notas mais baixas ficam na casa dos 200 pontos, mais ou menos. As mais altas podem ultrapassar os 900.

 

Como o Enem calcula a nota da redação

O cálculo das notas da redação é bem mais simples de entender. Elas são corrigidas à moda antiga, uma a uma, por dois avaliadores diferentes. Todos os anos são milhões de textos para serem analisados – não é à toa que a correção do Enem leva tanto tempo.

Ao analisar cada texto, o avaliador atribui de 0 a 200 pontos em cinco quesitos:

  1. Conhecimento do candidato em Língua Portuguesa.
  2. Entendimento da proposta da redação e do formato pedido (o dissertativo-argumentativo).
  3. Uso coerente de informações na defesa do ponto de vista.
  4. Capacidade de construir, argumentar e encadear logicamente as ideias expostas no texto.
  5. Elaboração da proposta de intervenção social respeitando os direitos humanos.

Os pontos dados pelos dois avaliadores são somados e divididos por dois. A nota máxima pode chegar a 1.000 pontos (e jamais ultrapassar, como já aconteceu com as objetivas).

Aqui não existe escala comparativa e a nota é dada de acordo apenas com o desempenho individual. Por outro lado, é possível tirar nota zero!

E um zero na redação, acredite, é o pior pesadelo de qualquer candidato que faz o Enem. Quem zera na redação não pode concorrer em nenhum processo seletivo do Governo Federal que usa a nota do Enem, sejam para entrar em universidades públicas, concorrer a bolsas ou financiamentos.

Por isso é legal ter um bom desempenho na redação. Ela pode garantir uma média final bem mais alta e ser o passaporte para o ensino superior.

 

Processos seletivos que usam a nota do Enem

Quem faz o Enem pode participar de até quatro processos seletivos que dão acesso ao ensino superior. Como acontecem mais de uma vez por ano, oferecem pelo menos oito chances de conseguir vaga na universidade desejada, seja na pública ou na particular.

Conheça os processos seletivos que usam a nota do Enem:

  • Sisu – O Sistema de Seleção Unificada do Governo Federal distribui vagas em universidades públicas de todo o Brasil. Há cursos em todas as áreas do conhecimento. Para entrar na disputa basta não ter zerado na redação do Enem mais recente. Embora não tenha tantos pré-requisitos, a concorrência aqui é alta e exige boa pontuação para passar. São duas edições por ano, uma em janeiro e outra em junho.

  • ProUni – O Programa Universidade para Todos oferece a chance de estudar em faculdades particulares com bolsas parciais e integrais pagas pelo Governo Federal. Para concorrer ao benefício é preciso ter feito o Enem mais recente, com pelo menos 450 pontos na média das provas e não ter zerado na redação. O ProUni exige também que o candidato atenda aos requisitos de renda e escolaridade definidos pelo MEC. O processo seletivo é bem concorrido e abre duas vezes por ano.

  • FIES – Com o FIES é possível financiar um curso superior em faculdade privada e pagar a dívida só depois da formatura, com juros baixos e prazo a perder de vista. Para concorrer é preciso ter pelo menos 450 pontos na média das provas e nota acima de zero na redação de qualquer Enem a partir de 2010. Também é preciso atender ao critério de renda. A seleção acontece duas vezes por ano.

  • Ingresso direto – muitas faculdades particulares aceitam a nota do Enem como forma de ingresso direto, sem precisar passar por um vestibular. A ideia é bem simples: o estudante apresenta o desempenho e, caso tenha nota para passar, basta levar os documentos para fazer a matrícula.

 

Onde estudar com a nota do Enem

Além de mais de 130 universidades públicas, o candidato tem acesso a todo um universo de faculdades particulares bem avaliadas pelo MEC.

Separamos para você algumas que participam do ProUni, do FIES e permitem ingresso direto. Confira:

 

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Descubra como tirar nota 10 na redação do ENEM

 

Entendeu mais ou menos como funciona a nota do Enem? Tem alguma dúvida ainda? Compartilhe com a gente nos comentários!


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